segunda-feira, 25 de abril de 2016

Reprimir os Atos – Miramez.

0840/LE
É um dever da sociedade organizada reprimir os atos que a possam perturbar. Existem crenças que manifestam publicamente conceitos capazes de confundir e desorientar pessoas, e mesmo estimular certos vícios em alguns dos que lhes seguem as orientações.
É para tanto que a sociedade tem a força orientada para reprimir qualquer quisto que lhe venha trazer embaraços e desarmonia; no entanto, a crença íntima que os dirigentes têm, elas se conservam intactas em amadurecimento, para se transformarem naquilo que seja a vontade do Criador.
Na intimidade da alma, somente Deus pode intervir, usando a própria alma, objetivando a transformação espiritual.
É com o objetivo de manter a ordem na ação das criaturas que as nações do mundo mantêm organizações oficiais. Porém, por dentro, somente o tempo, que não deixa de ser as mãos de Deus, pode ter acesso na educação dos povos.
O dever do governo estabelecido é reprimir os atos das crenças que prejudicam a sociedade, porém, o mundo interno de cada crente é inacessível a qualquer ser, que deseja investir no seu terreno íntimo; é área reservada a ele e a Deus. É por isso que não devemos julgar os outros no seu comportamento, fazendo-o somente quando esse comportamento possa prejudicar os outros.
Mesmo assim, existem departamentos que cuidam dessas modalidades e os podem reprimir, não a intimidade, mas os atos.
Compreendamos, pois, a necessidade de tolerância entre os instrutores da humanidade para com os seus seguidores e os que não aceitam corretivos para o seu aprimoramento espiritual.
Estes, algum dia, aceitarão o Evangelho e passarão a caminhar com o Cristo no coração e descobrir Deus na consciência. Vamos buscar em Paulo, novamente, alguns traços de entendimento que possam estabelecer em nós, e para com os outros, a paz: Quem come, não despreze ao que não come; e o que não come, não julgue o que come, porque Deus o acolheu. Paulo / Romanos, 14:15.
Não temos o direito de impedir os sentimentos de quem quer que seja. A vida do próximo é dele; as suas contas, ele terá de acertar com Deus e com mais ninguém. Os compromissos assumidos são de responsabilidade d'Aquele que os fez. Os nossos irmãos têm, por vezes, compromissos de que já não precisamos mais, assim, não devemos julgá-los porque são diferentes dos nossos.
Reprimir os atos, quando estamos sendo instrumento da lei da Terra, sem violentar a intimidade, é certo, mas nunca passar disso, para que não nos aconteçam coisas piores.
A liberdade de pensar é divina, e nela não devemos nos intrometer.
Se queremos ajudar aos que se encontram na retaguarda, vivamos uma vida de nobreza, acompanhando Jesus, que essa força do bom exemplo, em silêncio faz muita coisa em favor dos que precisam de conselhos.
Deus inspira a todos a seguirem o caminho que lhes garante a paz de consciência, porque somente Ele a conhece e sabe ativá-la.
Pedimos a Deus e a Jesus que nos ajudem a compreender melhor todas as suas leis, principalmente as mais visíveis para nós.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XVII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
840. Será atentar contra a liberdade de consciência pôr óbices a crenças capazes de causar perturbações à sociedade?
Podem reprimir-se os atos, mas a crença íntima é inacessível.
A.K.: Reprimir os atos exteriores de uma crença, quando acarretam qualquer prejuízo a terceiros, não é atentar contra a liberdade de consciência, pois que essa repressão em nada tira à crença a liberdade, que ela conserva integral.

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