quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Felicidade na Terra - Miramez

0927/LE
Há muitas mensagens dizendo aos homens que não existe felicidade na Terra ou, melhor dizendo, que não existe felicidade em relação à vida humana. No entanto, essa felicidade existe na computação de valores.
O Espírito notadamente é rico interiormente, por ser obra de Deus, porém, os valores de que falamos estão em estado de inércia, de modo que o tempo possa despertá-los no ambiente de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A humanidade se encontra passando por fase de transição, onde o homem é bom e mau, sorri e chora, abençoa e maldiz, alegra-se e alimenta a tristeza, ama e odeia, perdoa e vinga, e assim por diante. É por essas condições que não há lugar para a felicidade, todavia, sabe-se que ela existe, principalmente o espírita e demais espiritualistas.
A nossa grandeza, como sentimos, é em dizer que Jesus é o caminho da nossa felicidade, é a vida para a nossa felicidade, é a verdade que nos mostra a felicidade. No mundo terreno, nós encontramos o homem que tem saúde e depois sofre, outros, com muitos haveres materiais e sofrendo a falta do necessário. Eis porque o ambiente terreno turva o coração no que se diz do bem-estar e da tranqüilidade da consciência. Mas, estamos andando rumo à paz interior, e estamos muito alegres por ver e sentir muitos investidos na carne já trabalhando na intimidade da consciência e do coração para o aprimoramento individual, combatendo a desarmonia interior, para que haja lugar para o sol do amor.
Em tudo é preciso que haja equilíbrio. A riqueza em demasia pode provocar distúrbios incontáveis, e a pobreza, do mesmo modo. Todas as duas posições nos mostram insatisfação, de maneira a criar instabilidade nos caminhos a percorrer. O que se encontra mais ou menos feliz, sentindo mais de perto que existe a paz, é aquele a quem nada falta para a sua vida material, mas que não comete o desperdício da economia divina pelas suas mãos.
Falamos aos ricos que devem saber usar seus bens materiais. Condições para tanto existem em toda parte, e aos pobres, que confiem em Deus, que Ele, o Senhor do Universo, tem tudo com abundância e nunca dá pedra àquele que pede pão. Sê tolerante e paciente em todas as situações, que Ele sabe o que fazer em teu favor e ninguém fica órfão na Sua grande casa, onde todos somente recebem o que merecem para a educação espiritual.
Quase sempre as faltas que sofres são por culpa dos que sofrem essas privações por não saberem respeitar as leis de harmonia. Tudo o mais constitui processo de despertamento espiritual. Ainda precisamos muito da dor, pois ela acorda em nós valores que depois nos farão agradecer a sua cooperação divina.
Neste amanhecer da alma, o que se passa nos nossos caminhos é para nos levar para a verdade que sempre nos liberta. O Espírito deve se empenhar no esforço próprio, que ele tem a força de aliviar o fardo e suavizar o jugo. A Doutrina Espírita tem ajudado muito aos que se  interessam por ela, facilitando os meios da alma educar a si mesma e compreender as leis que, na sutilidade da vida, regem a toda a humanidade.
Se o teu sofrimento, se os teus infortúnios e a tua dor forem ocasionados por outros, não deves esmorecer por isso, nem condená-los, porque sofrerás o equivalente do que precisas para enriquecer a alma, despertando em seguida a fé e o amor em teu coração. Aquele que te fez sofrer responderá pelos seus atos, hoje ou amanhã, no entanto, se desejas que ele pague pelo que fez, também pagarás com ele, porque somente existe um juiz na justiça divina: Deus.
Sê cauteloso nos teus sentimentos, na averiguação dos teus sofrimentos; eles são mensagens que vêm ao teu coração no silêncio da natureza. Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E Ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo. Jesus / Lucas, 3:14.
Essa resposta de Jesus aos soldados daquela época serve perfeitamente para todos os trabalhadores de hoje, lhes dizendo que se contentem com o seu soldo. Quanto mais revolta, mais dificuldades passarão todos os povos, e "a ninguém maltrateis", é um aviso de que devemos amar.
Pensemos nisto, que outras advertências virão para a nossa felicidade.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XIX
Miramez / João Nunes Maia.

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