sábado, 28 de maio de 2016

LA ESPERO / A ESPERANÇA - L. ZAMENNHOF.

LA ESPERO - L. ZAMENNHOF.

En la mondon venis nova sento,
Tra la mondo iras forta voko;
Per flugiloj de facila vento
Nun de loko flugu ĝi al loko.

Ne al glavo sangon soifanta
Ĝi la homan tiras familion:
Al la mond’ eterne militanta
Ĝi promesas sanktan harmonion.

Sub la sankta signo de l’espero
Kolektiĝas pacaj batalantoj,
Kaj rapide kreskas la afero
Per laboro de la esperantoj.

Forte staras muroj de miljaroj
Inter la popoloj dividitaj;
Sed dissaltos la obstinaj baroj,
Per la sankta amo disbatitaj.

Sur neŭtrala lingva fundamento,
Komprenante unu la alian,
La popolo faros en konsento
Unu grandan rondon familian.

Nia diligenta kolegaro.
En laboro paca ne laciĝos,
Ĝis la bela sonĝo de l’homaro
Por eterna ben’ efektiviĝos.

Libro: Esperanto sem Mestre.
Francisco Valdomiro Lorenz.

A ESPERANÇA - L. ZAMENNHOF.

Ao mundo chegou (ou: No mundo surgiu) um sentimento novo,
Através do mundo passa um forte apelo;
Nas asas de vento propício
Voe ele agora de lugar em lugar.

Não ao gládio sedento de sangue
Ele arrasta a família humana:
Ao mundo eternamente em guerra
Promete ele santa harmonia.

Sob o sagrado signo da esperança
Se reúnem pacíficos batalhadores,
E rapidamente cresce a causa
mediante o trabalho dos esperantistas. - (“esperantoj” está aqui por “esperantistoj”; à letra seria: “dos que nutrem esperança”).

Fortemente se erguem muros de milênios
Entre os povos divididos;
Mas saltarão para todos os lados as obstinadas barreiras,
Arrasadas pelo santo amor.

Sobre fundamento linguístico neutro,
Compreendendo-se uns aos outros,
Os povos farão em acordo
Um (só) grande círculo familiar.

A nossa diligente legião (à letra: o nosso diligente conjunto de colegas)
Não se cansará no trabalho pacífico,
Até que o belo sonho da Humanidade
Se realize para eterna benção.

Livro: Esperanto sem Mestre.
Francisco Valdomiro Lorenz.

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