sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Afabilidade e a Doçura / L'affabilité et la douceur / AFFABILITY AND MILDNESS

 
A Afabilidade e a Doçura
Lázaro - Paris, 1861
6. A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, dourada quando fala face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.
A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: "Aqui eu mando e sou obedecido", sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: "E sou detestado".
Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se pode enganar os homens pelas aparências, não pode enganar a Deus.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec.
L'affabilité et la douceur.
6. La bienveillance pour ses semblables, fruit de l'amour du prochain, produit l'affabilité et la douceur qui en sont la manifestation. Cependant il ne faut pas toujours se fier aux apparences ; l'éducation et l'usage du monde peuvent donner le vernis de ces qualités. Combien en est-il dont la feinte bonhomie n'est qu'un masque pour l'extérieur, un habit dont la coupe calculée dissimule les difformités cachées ! Le monde est plein de ces gens qui ont le sourire sur les lèvres et le venin dans le coeur ; qui sont doux pourvu que rien ne les froisse mais qui mordent à la moindre contrariété ; dont la langue dorée, quand ils parlent en face, se change en dard empoisonné quand ils sont par-derrière.
A cette classe appartiennent encore ces hommes, aux dehors bénins, qui, chez eux, tyrans domestiques, font souffrir à leur famille et à leurs subordonnés le poids de leur orgueil et de leur despotisme ; ils semblent vouloir se dédommager de la contrainte qu'ils se sont imposée ailleurs ; n'osant faire acte d'autorité sur des étrangers qui les remettraient à leur place, ils veulent au moins se faire craindre de ceux qui ne peuvent leur résister ; leur vanité jouit de pouvoir dire : «Ici je commande et je suis obéi ;» sans songer qu'ils pourraient ajouter avec plus de raison : «Et je suis détesté.»
Il ne suffit pas que des lèvres découlent le lait et le miel ; si le coeur n'y est pour rien, c'est de l'hypocrisie. Celui dont l'affabilité et la douceur ne sont pas feintes, ne se dément jamais ; il est le même devant le monde et dans l'intimité ; il sait d'ailleurs que si l'on trompe les hommes par des apparences, on ne trompe pas Dieu. (LAZARE. Paris, 1861.)
L’EVANGILE SELON LE SPIRITISME – Allan Kardec.
AFFABILITY AND MILDNESS
6. Benevolence towards one's fellow-creatures, which is the result of loving your neighbour, manifests itself in the form of affability and mildness. However, it is not always a good thing to trust in appearance. Education and worldliness can give Man a thin veneer of these qualities. There are many whose feigned good-nature is nothing more than an exterior mask, like beautiful clothes hiding interior deformities! The world is full of such people with a smile on their lips but poison in their hearts; who are mild as long as nothing irritates them, but who bite at the least provocation; those whose tongues are made of gold when speaking face to face, but change into a poisoned dart when speaking from behind.
Still in the category of those showing benign countenance, there are those domestic tyrants who make their families and subordinates suffer the weight of their pride and despotism. As if they are trying to get even for any constraints possibly imposed upon them while away from home. Not daring to use their authority on strangers who would call them to order, they want to at least be feared by those who cannot resist them. They are proud to be able to say "I give the orders here and am obeyed." But they never think that they could also add, "And I am detested."
It is not enough for milk and honey to flow from the lips. If the heart is never associated with these sentiments then there is only hypocrisy. Those whose affability and mildness are not mere pretence are never belied, for they are always the same whether in society or in privacy. Besides, they know that although it is possible to deceive Man, no one can deceive God. - LAZARUS (Paris, 1861).
THE GOSPEL ACCORDING TO SPIRITISM – Allan Kardec.

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