quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

CÉPTICOS – Miramez.

0962/LE
Já falamos que o Espírito, quando no mundo espiritual, antes de reencarnar, passa por muitos estágios de aprendizado e de experiências, e sendo assim, como pode haver cépticos? Essa, a pergunta de muitos. Acontece que a carne envolve a alma e faz com que ela esqueça as lições recebidas. Certamente que a consciência derrama avisos constantes na mente ativa, no entanto, esta somente os registra com mais intensidade, de acordo com a evolução e com o interesse que tenha a alma, nos caminhos que escolheu para percorrer.
As almas endurecidas, que falam de materialismo e que se desvinculam das escolas espiritualistas, achando que é perda de tempo, o fazem mais para tomar atitude contrária aos outros, aos quais chamam de fanáticos. Porém, com o tempo, esses Espíritos vão acordando, pela força do próprio progresso, e não têm outro caminho que não seja acreditar em uma força soberana, que a tudo dirige com a mais ampla inteligência.
Como negar a Deus, seja qual o nome que se Lhe queira dar, diante de tantos fenômenos que a natureza expõe para as vistas humanas e espirituais? Já meditaste na harmonia dos mundos, na fertilidade da Terra, na simplicidade das águas, sem as quais não haveria vida entre os povos? O que dizer do valor do ar, da função da eletricidade no mundo, do nascimento de uma criança, da grandeza nos mares, da maravilha que é o corpo físico? Eis uma porta aberta para outras deduções. A própria ciência, que é céptica hoje, começa a estudar pontos pelos quais deverá encontrar o Espírito.
O progresso, fato irreversível em todas as sociedades, é portador dessas descobertas, na função divina de fazer o filho pródigo voltar à casa paterna. Que queres mais? Deus, apesar de se encontrar fora de nós, o Seu amor é tanto que se acha dentro da nossa consciência por processos que ainda ignoras, mas que o mesmo progresso irá te dar meios de descobrir. Quando chegar esse dia, compartilharás da festa de luz nos arraiais do teu coração. Os que,sustentam a descrença na vida espiritual por tantos anos, quando chega o momento da morte, mudam de opinião, porque vêem uma fresta de luz a lhes indicar a vida e passam a escutar a consciência, que lhes falava tantas vezes sobre a vida eterna. Todos fomos feitos iguais, por sermos todos irmãos, filhos do mesmo Pai, amoroso e santo.
O materialismo é semente plantada que deve ser destruída, é o joio que está crescendo com o trigo, mas, quando os dois estiverem grandes, será arrancada.
Ele, porém, respondeu:
Toda planta que meu Pai Celestial não plantou, será arrancada. {Mateus, 15:13)
Esse joio será arrancado pela raiz, para que nunca mais cresça nos corações humanos. Não tenhas dúvidas sobre essa verdade. A pureza de pensamentos está chegando às sociedades humanas, mas, como nada deve surgir com violência, a natureza conhece esse trato com as coisas do Espírito, e é na seqüência da vida que a verdade vai chegando no silêncio, sem nunca deixar de apresentar-se para libertar a criatura.
Isso é Deus agindo com amor, fazendo-nos caridade pelos agentes de luz do Seu coração. No amanhã, somente os livros citarão os cépticos, sem que ninguém mais alimente este estado de alma, por ser ele contrário às leis naturais. A crença na vida vai ser generalizada e se passará a viver movido pelo amor, nas asas da esperança.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XIX
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
962. Como pode haver cépticos, uma vez que a alma traz ao homem o sentimento das coisas espirituais?
Eles são em número muito menor do que se julga. Muitos se fazem de espíritos fortes, durante a vida, somente por orgulho. No momento da morte, porém, deixam de ser fanfarrões.
A.K.: A responsabilidade dos nossos atos é a conseqüência da realidade da vida futura. Dizem-nos a razão e a justiça que, na partilha da felicidade a que todos aspiram, não podem estar confundidos os bons e os maus. Não é possível que Deus queira que uns gozem, sem trabalho, de bens que outros só alcançam com esforço e perseverança. A idéia que, mediante a sabedoria de Suas leis, Deus nos dá de Sua justiça e de Sua bondade não nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a Seus olhos, nem duvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Por isso é que o sentimento inato que temos da justiça nos dá a intuição das penas e recompensas futuras.

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