quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Jesus e Deus III – Martins Peralva.

Herdeiros de Deus e co­herdeiros de Jesus Cristo.
No exame do problema da identidade de Jesus com Deus, do Filho com Pai, é justo e conveniente auscultemos, também, a opinião dos apóstolos. Precisamos conhecer o pensamento, o testemunho daqueles que foram vasos escolhidos para o ministério evangélico.
Diz Allan  Kardec, com a prudência e sensatez que lhr valor são, incontestavelmente, as dos apóstolos, uma vez que estes O assistiram em sua missão, e uma vez também que, se Ele lhes houvesse dado instruçõese caracterizavam o Espírito: “De todas essas opiniões, as de maio
secretas, respeito à Sua natureza, alguns traços dessas instruções se descobririam nos escritos deles.
Tendo vivido na sua intimidade, melhor do que ninguém haviam eles de conhecê-Lo.”
Ouçamos a palavra de Pedro, o velho Barjonas, que assistiu a Jesus desde a primeira hora: “O Deus de nossos Pais ressuscitou a Jesus, que vós fizestes morrer, pendurando­o no madeiro.” — Atos, 5: 30.
“Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós. .” — Atos, 2: 22.
“A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.” — Atos, 2: 32.
“Que, pois, toda a Casa de Israel saiba, com absoluta certeza, que Deus fez Senhor e Cristo a esse Jesus que vós crucificastes.” — Atos, 2: 36.
“Foi por vós, primeiramente, que Deus suscitou seu  Filho e vo­Lo enviou  para vos abençoar, a fim de que cada um se convertesse da sua má vida.” — Atos, 3: 26.
* * * 
Ouçamos, agora, a Paulo de Tarso, o erudito e sublimado Doutor dos Gentios. Paulo de Tarso  —  o ardoroso discípulo de Gamaliél e seu  presumível substituto no  Sinédrio.
Conheçamos, também, o vigoroso e inspirado pensamento do notável bandeirante do  Evangelho do Reino, “cujos escritos prepararam os primeiros formulários da religião cristã”.
“Se o confessais de boca que Jesus Cristo é o Senhor e se credes que Deus o ressuscitou  dentre os mortos, sereis salvos.” — Romanos, 10: 9.
“Porque se nós, quando inimigos fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu  Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.” — Romanos, 5:10.
“Deus, em sua bondade, tendo querido que Ele morresse por todos — por ser Ele bem digno de Deus.” — Hebreus, 2:9.65.
“Se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co­herdeiros de Jesus Cristo.” — Romanos, 8: 17.
* * * 
Como se vê, assimilando o pensamento de Jesus, os apóstolos dão testemunho sobre a personalidade do Mestre. Dezenas de passagens semelhantes poderiam ser alinhadas, sem qualquer  dificuldade, todas elas estabelecendo clara distinção entre Deus e Jesus, entre o Pai e o Filho.
Depois do auto­pronunciamento do Cristo, inegavelmente as opiniões mais abalizadas são as dos apóstolos, uma vez que participaram da vida de Jesus, em todos os instantes da sua atividade pública.
Privaram da intimidade do Senhor.
Recebiam­Lhe, diretamente dos lábios, os ensinos e as instruções.
Ouviam­lhe, diuturnamente, as lições de eterna beleza e de eterna sabedoria.
Acatar­lhes, pois, o pensamento, constitui homenagem viva de nossas almas àqueles homens pelo próprio Mestre escolhidos, e pré­escolhidos, para o ministério evangélico.
Se a palavra de Jesus e as opiniões dos apóstolos nos merecem fé, não tenhamos dúvida em afirmar que Deus é um, e Jesus é outro.
Deus — é o Pai.
Jesus — é o Filho.
E nós, os humanos, somos os irmãos de Jesus.
Herdeiros de Deus.
Co­herdeiros de Jesus.
Livro: Estudando O Evangelho.
Martins Peralva.

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