segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Reencarnação e Evangelho

Na casa do meu Pai há muitas moradas
O homem que anseia e busca a espiritualização própria, deve contrapor sua ação benéfica, sua atividade construtiva, seu labor fraterno, ao trabalho das inteligências pervertidas.
Tais inteligências, operando no Plano Físico e no Espiritual, visam à desagregação, à desarmonia.
Promovendo ou estimulando empreendimentos que se harmonizem inteiramente com os ideais do Cristianismo, devemos evitar que o  conhecimento inoperante nos transforme em palacetes iluminados, de portas fechadas e em pleno deserto, distanciados da ignorância e da perversidade, do sofrimento e da lágrima.
Devemos ser o tugúrio humilde, mas sempre aquecido, hospitaleiro e bom, onde o copo  de água fria e o caldo reconfortante retemperem o viajor cansado das longas jornadas, nas difíceis e labirintosas veredas da ascensão.
O conhecimento do Espiritismo  —  promessa de Jesus através do Consolador, do  Paracleto —  dá­nos uma compreensão de como foi profundo e sábio o Mestre quando insistia, junto aos discípulos, para que disseminassem a Sua palavra.
Jesus não beneficiava, apenas, a um povo, a uma geração. Seu coração, amoroso e compassivo, abrangia a Terra inteira.
Do Oriente ao Ocidente.
Sua luz confundia­se com as luzes, concentradas, de infinitos sóis.
Seu coração, generoso e fraterno, desdobrava­se para outras “moradas do Pai”. Por isso, o Sublime Educador não cessava de recomendar a expansão do Evangelho, a pregação da Boa Nova.
Majestoso, Eterno, Grandioso — apascentava, com Infinita Ternura, bilhões de ovelhas transviadas.
* * * 
Sendo o Pão da Vida e a Luz do Mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo era, por conseguinte, a mais completa manifestação de Sabedoria e Amor  que a Terra, em qualquer tempo, jamais sentira ou conhecera.
No passado e no presente.
A palavra do Mestre se refletiu  e se reflete, salutar e construtivamente, em todos os ângulos evolutivos da Humanidade.
No campo da Moral.
Na esfera da Cultura.
Na gleba do Sentimento.
Em “outras moradas do Pai”, onde evolucionam ovelhas que não  pertencem ao plano  terreno, o verbo do Senhor impregna todos os seres, encarnados e desencarnados, de um perfume que se não esvai.
De uma luz que se não apaga. . .
De um esplendor que se não dissipa...
De uma esperança que se não extingue. . .
De uma vitalidade que se não estiola. . .
. . . a ventania das paixões humanas jamais apagará uma só das luzes de Deus.
Se às Religiões, inclusive ao Espiritismo, faltasse o alimento evangélico, a seiva cristã, todas elas empalideceriam, debilitadas, inermes, cadaverizadas, exangues. . .
Sem vida e sem calor. . .
Sem Alma. Mortas. . .
Certa vez, ouvimos de Amado Instrutor Espiritual:
A reencarnação, conhecida de vários povos e civilizações, não conseguira, até o advento  de Jesus, tornar o homem mais feliz, mais fraterno. Com Jesus, no entanto, sofreu ela um banho de luz e misericórdia.
Lapidares, comoventes, inesquecíveis palavras! O Tempo, inexorável Saturno, não as apagou de nossa memória.
Com o Mestre da Cruz, a palingenesia inundou­se, de fato, de Amor.
Ao “necessário vos é nascer de novo”, do inolvidável diálogo com Nicodemos, juntou o  Cristo o “amai­vos uns aos outros”, Regra Áurea do Evangelho Imortal.
E assim, sob o impulso fraterno da palavra do Cristo de Deus, vai a Humanidade terrena e a de “outras moradas” caminhando, a passos seguros, na direção de seus gloriosos destinos.
Em busca da luz, do amor, da perfeição. No rumo da Vida, da verdadeira Vida.
Livro: Estudando O Evangelho.
Martins Peralva.

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