quinta-feira, 30 de junho de 2016

TENDO MEDO (II) - Emmanuel


Há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar e medo de servir.
Medo de fazer amigos e de desapontar.
Medo de sofrer e medo da alegria.
Medo da incompreensão e medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidas pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebestes mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação.
Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido, enriquece-a com a luz do teu esforço, porque o medo - ensina Jesus - não é justificativa aceitável.
Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Fonte Viva.

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