quinta-feira, 12 de junho de 2014

FONTE DA SIMPATIA – Miramez.

0387/LE
A verdadeira fonte da simpatia não é precisamente a recordação de vidas anteriores; ela pode advir de analogia de idéias. São pensamentos compatíveis que se entrelaçam uns aos outros, servindo de canais para a amizade, no entanto, quando os laços são muito fortes, isso é prova de que vêm de vidas passadas.
Não temos simpatia somente por uma pessoa; ela pode crescer e atingir muitas almas encarnadas e desencarnadas. Os Espíritos que acompanham os desencarnados quase sempre o fazem pela simpatia. A própria obsessão é por sintonia de pensamentos. Quando um dos envolvidos se modifica, o outro não tem mais razão de acompanhá-lo e sente-se desligado por falta de afinidade.
O espírita que assimila realmente a Doutrina dos Espíritos e que começa a modificar sua vida, encontra com isso a simpatia de muitas almas, na carne e fora dela. Aquele que muda exteriormente, cria predisposição para mudança interna. Quem se esforça para amar, encontra nos seus caminhos pessoas da mesma natureza. Há uma citação nascida no oriente que assim expressa: “Dize-me com quem andas, que te direi quem és”, porque atraímos de conformidade com os nossos sentimentos.
No mundo espiritual também, e bem mais que entre os homens, granjeamos amigos pela lei de afinidade; onde nos interessamos a trabalhar, os que ali operam são nossos semelhantes.
Quando nos dispomos a conhecer Jesus, os que conhecem criam simpatia conosco, por vibrarmos na mesma sintonia de vida. A fonte de simpatia começa com a nossa freqüência no plano em que buscamos entender e servir.
Se começamos a pensar nas inferioridades, entramos em comunhão com a sombra e passamos a viver com ela. O Cristo veio ao mundo para nos ensinar a sintonizar com a Luz, e termos simpatias com amor. A simpatia não tem somente uma fonte geradora: ela nasce onde há semelhança de vida e compatibilidade de exemplos.
O Evangelho começa a atuar em nossos corações, nos induzindo à indulgência para com os nossos companheiros, da forma que o perdão nos apresenta. Devemos ponderar nossas faltas, antes de vermos e propagarmos as faltas alheias. Nessa avaliação é que sentimos paciência e tolerância de uns para com os outros, na certeza de que todos somos irmãos e filhos do mesmo Pai.
Os Espíritos afins se ligam por profunda simpatia, no entanto, podem se separar se alguns mudam de idéia. A afinidade é lei de harmonia em todo universo de Deus. Apreciemos pois, com bastante interesse, o que foi feito por Deus em todos os aspectos da vida, que logo compreendemos a Sua magnânima vontade. Criemos uma fonte de simpatia para com os benfeitores espirituais na ordem do amor, para que esse amor se transforme em caridade na verdadeira fraternidade universal, que não esquece a alegria pura, fonte de saúde e paz para todos os corações em ascensão espiritual.
A simpatia de luz é aquela que temos com o perdão, que gera alegria; é a que temos com indulgência, que gera amizade; é a que temos com o trabalho, que gera conforto; é a que temos com a benevolência, que gera tranqüilidade; é a que temos com amor, que gera felicidade.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
João Nunes Maia – Miramez
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
387. A simpatia tem sempre por princípio um anterior conhecimento?
Não. Dois Espíritos, que se ligam bem, naturalmente se procuram um ao outro, sem que se tenham conhecido como homens.

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