quarta-feira, 4 de junho de 2014

RESPEITO – Miramez.

0360/LE
A palavra respeito fala muito profundamente na alma daquele que deseja compreender os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Uma criança, ao nascer sem vida, mostra a vida obedecendo à lei divina, à lei da justiça. Os pais, no momento, sentem-se agredidos pelo destino, isso, porém, quando não compreendem a vontade do criador. Nada há de errado no turbilhão dos acontecimentos espirituais e mesmo na Terra. Tudo obedece à vontade de Deus.
Vejamos o que diz Paulo aos Tessalonicenses, na sua primeira carta, capítulo cinco, versículo dezoito:
Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Entra, pois, aí, o respeito para todos os acontecimentos, tirando deles o que move, a razão de ser do que ocorre na vida.
Se uma criança nasceu morta, se lhe escapuliu a vida antes de abrir os olhos ao mundo, existe um motivo; que seja secreto, mas existe, vibrando para que os estudiosos o descubram e aumentem sua admiração pelos desígnios do Criador. Devemos amar e respeitar tanto o feto cujo aborto tenha sido feito pela natureza, quanto o que teve alguns dias de vida; tanto aquele que chegou à mocidade, quanto o velho que está prestes a se despedir do mundo material.
Enfim, todos os departamentos de vida que a natureza nos mostra em uma escala progressiva devem ser respeitados. “O Livro dos Espíritos” se inspira na palavra de Paulo, respondendo a pergunta quinhentos e trinta e seis, sobre a ação dos Espíritos nos fenômenos da natureza:
“Tudo tem uma razão de ser, e nada acontece sem a permissão de Deus”.
Por que somente respeitar o Espírito? O respeito deverá ser extensivo a tudo o que existe, porque nada foi feito sem que Deus o haja abençoado. Se alguém nasceu para não viver fisicamente, dentro do padrão normal dos homens, está com essa atividade interceptada por motivo justo. A justiça vê sem os olhos dos homens, sente sem os sentimentos dos mesmos, e nunca erra o endereço dos culpados.
Procuremos meditar sobre o assunto que ora ventilamos nesta página, que o entendimento abrir-se-nos-á de modo a entender a vontade soberana, que palpita em todos os rumos, fora e dentro de nós.
Por que deixar de respeitar um ser vivente, apenas porque não vive no nosso reino, na faixa em que habitamos?
Verifiquemos a vida dos grandes santos e dos grandes sábios, e notaremos o amor que eles dispensavam a tudo e a todos. Um dos exemplos nobres foi o poverello de Assis, cujo amor passou por todas as escalas da Terra, amando até a luz e os astros com a mesma intensidade que o seu amor pôde alcançar. Justificando o que falamos, ele, depois do desligamento dos laços que o prendiam à matéria, voltou para demonstrar respeito, agradecendo ao corpo inerte, inerte a vista humana, mas cheio de vida aos olhos do Espírito iluminado.
Respeitemos a vida, que a vida nos devolverá em forma de gratidão pelo amor dispensado àquilo que o Senhor tocou com a Sua mão de luz.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
360. Será racional ter-se para com um feto as mesmas atenções que se dispensam ao corpo de uma criança que viveu algum tempo?
Vede em tudo isso a vontade e a obra de Deus. Não trateis, pois, desatenciosamente, coisas que deveis respeitar. Por que não respeitar as obras da criação, algumas vezes incompletas por vontade do Criador? Tudo ocorre segundo os seus desígnios e ninguém é chamado para ser juiz.

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