terça-feira, 4 de março de 2014

CONDUTA MENTAL - Miramez

A coerência de nossos atos com feitos idênticos colocar-nos-á à altura da justiça, e é essa atração por concordância que nos leva a agir com mais acerto, certificando-nos de que recebemos o que damos, vivemos no ambiente que fizemos, respiramos a atmosfera que atraímos. O suprimento divino nos dá tudo de bom, dependendo de saber pedir, através da vida.
A analogia de opiniões é que firma a amizade. Porém, o bom senso nos aconselha a examinar o tipo de sintonia com que estamos nos vinculando a alguém. Se a invigilância nos situou na decadência moral, mudemos logo a nossa conduta e, imediatamente, aquele que está tendo as mesmas atitudes, passará, como por encanto, a ser nosso amigo. Eis a lei em alta ressonância.
A conduta física nem sempre é o retraio fiel da conduta mental. Em muitos casos, pensamos coisas más. No entanto, não temos coragem de praticá-las.
Alimentamos idéias inferiores, porém não as praticamos. De certo modo, atingimos os outros com os nossos pensamentos em desordem. Não obstante, é um erro mais aliviado, estamos a caminho da regeneração. Com mais um pouco de esforço, com mais um pouco de tempo e as bênçãos de Deus, começaremos o trabalho mais eficiente, que é educar a mente.
A conduta da mente está vinculada ao progresso. Se boas as idéias, bons os costumes. Se maus os pensamentos, vida desajustada. Quando trabalhamos muito para que a moral se eleve, é bom que comecemos na área mental, modificando os impulsos sentimentais para que eles se reflitam no comportamento da vida. É viável, mais ou menos, a demora. De qualquer modo, é uma construção engenhosa, que requer tempo, grandes esforços, muita persistência, fé robusta e exercício permanente no amor.
A formação dos nossos pensamentos é que determina a nossa conduta. Se a consciência conseguir fazer parte da elaboração das nossas idéias, se a disposição da disciplina dominar os sentimentos, é bom que comeceis por elas a reforma dos princípios morais, com o Cristo, nos moldes do Evangelho. É certo que não devemos julgar ninguém pela vida que se dispôs a viver. Entrementes, a observação, nas bases da psicologia, no silêncio, tornar-se-á de grande utilidade para o observador, desde que ele tire proveito para a auto-educação dos seus instintos inferiores.
Se achais que os outros procedem de maneira que a vossa consciência repudia, não façais o mesmo. Eis que vos serviu de lição, e se quereis estar bem com a vossa própria consciência, não critiqueis os outros pelos erros cometidos. Procurai fazer certo, que estais acendendo uma luz.
O corpo espiritual é o primeiro a ser atingido pela má conduta. Ele é urna energia viva, bioplasmática, de alta sensibilidade, capaz de passar, com toda fidelidade, a indução que impregnais, através dos pensamentos, para o corpo físico. E este, sofrendo as consequências, faz retornar â alma aquilo que ela mesma criou.
Aconselha Jesus a orar e vigiar. A oração abre caminhos nunca antes percebidos pelo espírito e a vigilância dá tempo ao raciocínio, para classificação dos pensamentos, estimulando os bons e marginalizando os imprestáveis, ou canalizando-os a uma determinada região da subconsciência, para que ela aproveite esse lixo mental.
Estamos na época do autoconhecimento e dos indivíduos, principalmente daqueles que se dispuseram a procurar a verdade. O campo interior é muito maior. As leis que nele vigoram são mais próximas da alma, e o céu a ser construído será mais participante de cada vida. Compete a nós por mãos à obra; trabalhar para conhecermos a nós mesmos por todos os métodos que Deus nos confiou. E, se não esmorecermos, no amanhecer de algum dia haveremos de sentir o sol da libertação despontar nos horizontes do espírito, como o Senhor a nos visitar para conosco ficar, eternamente.
Livro: Horizontes da Mente.
Miramez / João Nunes Maia.

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