terça-feira, 4 de março de 2014

ERRO E QUEDA - Joanna de Ângelis

Não erreis, não vos enganeis, meus amados irmãos.” - Tiago: capítulo 1º, versículo 16.
         O salutar conselho do apóstolo Tiago continua muito oportuno e de grande atualidade para os cristãos novos.
         Erro — compromisso negativo, amarra ao passado.
         Ao erro cometido impõe-se sempre a necessidade de reparação.
         Quem conhece Jesus não se pode permitir o desculpismo constante, irresponsável, que domina um sem número de pessoas.
         Por toda parte se apresentam os que mentem e traem, enganam e dilapidam, usurpam e negligenciam, exploram e envilecem, aplaudidos uns, homenageados outros, constituindo o perfeito clã dos iludidos em si mesmos.
Sem embargo, o mal que fazem ao próximo prejudica-os, porqüanto não se furtarão a fazer a paz com a consciência, agora ou depois.
         Anestesiados os centros do discernimento e da razão, hoje ou amanhã as conjunturas de que ninguém se consegue eximir impor-lhes-ão reexame de atitudes e de realizações, gerando neles o impositivo do despertamento para as superiores conceituações sobre a vida.
         Enquanto se erra, muitas vezes se diz crer na honestidade e valia da ação, como a ocultar-se em ideais ou objetivos que têm aparência elevada e honesta. Todavia, todo homem, à exceção dos que transitam nas faixas mais primitivas da evolução ou os que padecem distúrbios psíquicos, tem a noção exata do que lhe constitui bem e mal, do que lhe compete, ou não, realizar.
         Dormem nos recessos íntimos do ser e despertar no momento próprio as inabordáveis expressões da presença divina, que se transformam em impulsos generosos, sentimentos de amor e fé, aspirações de beleza e ideal nobre que não se podem esmagar ou usar indevidamente sem a correspondente conseqüência, que passa a constituir problemas e dificuldade na economia moral-espiritual do mau usuário.
*
         Refere-se, porém, especificamente o Apóstolo austero do Cristo, aos erros que o homem pratica em relação à concupiscência e à desconsideração para com o santuário das funções genésicas.
O espírito é sempre livre para escolher a melhor forma de evolução. Não fugirá, porém, aos escolhos ou aos alcatifados que lhe apraz colocar pela senda em que jornadeia.
Em razão disso, a advertência merece meditada nos dias em que, diminuindo as expressões de fidelidade e renúncia, se elaboram fórmulas apressadas para as justificativas e as conivências com a falência dos valores morais, que engoda os menos avisados.
Os seus fâmulos crêem-se progressistas e tornam-se concordes para fruírem mais, iludindo-se quanto ao que chamam “evolução da ética”.
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Não te justifiques os erros.
         Se possível, evita errar.
         Desculpa os caídos e ajuda-os, mas luta por manter-te de pé.
A corroborar com a necessidade imperiosa da preservação moral do aprendiz do Evangelho, adverte Paulo, na sua Primeira Epístola aos Coríntios, conforme se lê no Capítulo dez, versículo doze: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe, não caia.
Perfeitamente concorde com a lição de Tiago, os dois ensinamentos são inadiável concitamento à resistência contra as tentações.
A tentação representa uma avaliação em torno das conquistas do equilíbrio por parte de quem busca o melhor, na trilha do aperfeiçoamento próprio.
Assim, policia-te, não caindo nem fazendo outrem cair.
Pensamento otimista e sadio, palavra esclarecedora, sem a pimenta da malícia ou da censura e atitudes bem definidas no compromisso superior aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais impedindo-te que erres ou que caias.
Livro: Leis Morais da Vida.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

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