domingo, 10 de agosto de 2014

Males do corpo, medicina da alma I - Rodolfo Calligaris.

Relata João, o evangelista, cap. 5:2-9,14:
“Em Jerusalém está o tanque das ovelhas, que em hebreu se chama Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia uma grande multidão de enfermos, de cegos, de coxos, dos que tinham os membros ressicados, todos os quais esperavam que se movessem a água, porque um anjo do Senhor descia em certo tempo ao tanque, e movia-se a água. E o primeiro que entrava no tanque, depois de se mover a água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.
Estava também ali um homem que havia trinta e oito anos se achava enfermo. Jesus, que o viu deitado, e soube estar ele doente há tanto tempo, disse-lhe: Queres ficar são?
O enfermo lhe respondeu: Senhor, não tenho homem que me ponha no tanque quando a água for movida, porque, enquanto eu vou, outro entra primeiro do que eu.
Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma a tua cama e anda.
E no mesmo instante ficou são aquele homem; tomou a sua cama e começou a andar.
Depois, achou-o Jesus no templo e disse-lhe: Olha que já estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”.
Como se depreende claramente desta afirmativa do Mestre, as moléstias e os desarranjos físicos que infelicitam a Humanidade – exceto aqueles derivados do meio ambiente e os estados mórbidos resultante da idade. – São efeitos de enfermidades da alma. Até mesmos as doenças atribuídas aos excessos de toda espécie ou dos maus hábitos, como o de fumar, o de ingerir bebidas alcoólicas, etc.
Sim, porque os abusos, da mesma forma que as tendências para os vícios, são conseqüências de desejos. Ora, quem deseja é a alma e não o corpo; este é apenas o veículo através do qual aquela se manifesta.
Escusar-se alguém e seus erros, sob a legação de que “a carne é fraca”, não passa de sofisma.
A carne, destituída de pensamento e vontade, não pode prevalecer jamais sobre o espírito, que é o ser moral a quem cabe a responsabilidade de todos os atos.
A alma quando sã, governa o corpo, disciplina-o e só lhe concede o que venha à sua saúde. Já aquela que transige com os apetites carnais, permitindo sejam criados usos e costumes nocivos ao seu indumento físico, é uma alma em estado de enfermidade.
Nos mundos elevados, onde não há almas enfermas, também não há corpos enfermiços; aqui na Terra, porém, onde elas constituem imensa maioria, os aleijões, os cânceres, as chagas, os tumores, enfim toda a sorte de flagelos conhecidos e catalogados pela ciência médica, subsistirão por longo tempo ainda, até que os homens se convençam dessa verdade e busquem o único remédio capaz de curá-los: a higiene da alma!
Nada do que existe é inútil; portanto, se as enfermidade existem em nosso mundo é porque Deus assim há determinado, para que, pelas dores, aflições e angustias da destruição orgânica, a Humanidade se cure de suas fraquezas e acelere a sua evolução.
Se os que se deixam dominar pelas más tendências anímicas não conhecessem, como conseqüência de seus desregramentos, as moléstias e a enfermidade, não se empenhariam em corrigir-se, continuariam sempre na mesma situação de ignorância ou de maldade, retardando indefinidamente seu progresso espiritual.
Sofrendo, existência pós existência, os acúleos das enfermidades, para as quais não encontram remédio (e quando conseguem a cura de uma logo surge outra desconhecida), os homens são levados a investigar a causa de sua desventura, e, descobrindo-a finalmente, cuidam de extirpá-la e não mais reincidir nos antigos erros.
Livro: Páginas do Espiritismo Cristão.
Rodolfo Calligaris.

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