sexta-feira, 1 de agosto de 2014

REPULSÃO INSTINTIVA - Miramez

0389/LE
A repulsão instintiva de uma pessoa para com a outra é antipatia que vem do passado ou, igualmente, instinto com diferenciação na sua estrutura intrínseca.
Cada um de nós geramos um tipo de magnetismo, cuja força é boa ou má, dependendo dos sentimentos que imprimimos nessas vibrações. Cabe a cada um analisar o seu magnetismo e cuidar dele, de modo que seu uso seja de proveito para si e para os outros. Torna-se justo que possamos também verificar o tipo de magnetismo dos outros, sem alarde, somente para indicação do que devemos fazer em favor do irmão em pauta.
Se sentimos ou viermos a sentir repulsão por alguém em caminho, em família, que é o mais comum, não nos revoltemos com essa depressão magnética do irmão; aliviemos seu fardo com orações em seu favor, pedindo a Deus para que abra os canais da amizade, e o melhor meio é a força da caridade, de maneira a atingir seu coração.
Quando a antipatia é do passado, ela se enraíza mais nas fibras da alma e os dois antagonistas, ao se encontrarem, permutam um campo de força negativa entre si, intoxicando os centros de força, o que, ao mesmo tempo, afeta o sistema nervoso, deprimindo os órgãos do corpo físico.
Assim como o ódio é o inferno vivo dentro da alma, o amor é o céu no país da consciência. A Doutrina dos Espíritos, essa beleza espiritual para cuja codificação Allan Kardec serviu de instrumento, nos mostra o Cristo na Sua plenitude, despejando ensinamentos por todos os lados e nos fazendo entender os mais puros conceitos de vida.
Kardec foi, no século passado, o mais lúcido discípulo de Jesus que pisou o solo da nossa querida França, com a missão de acender a luz para todo o mundo. O grande valor da Doutrina dos Espíritos é não ser estática; ela avança com o progresso em todas as necessidades de caminhar, subindo para planos que o homem ainda não percebe. É de posse da filosofia espírita que vamos limpando nossa vida de todas as antipatias que sintamos. Caminhos limpos, felicidade à vista.
A repulsão instintiva vem de vibrações antagônicas, ao passo que o amor é luz atrativa que se acende nos Espíritos que se amam. Os Espíritos inimigos que se reconhecem sem se falarem, captam as vibrações uns dos outros, servindo-lhes de instrumento o corpo físico.
Jesus Cristo foi a mensagem do amor para a humanidade e foi usando Seu amor mais puro que Ele curou os enfermos, levantando paralíticos e refazendo corpos danificados. Foi com esse amor que Ele, o Mestre dos mestres, mostrou para todos nós o caminho, a verdade e a vida.
Devemos limpar da mente alguma antipatia que por acaso tenhamos de alguém, para não atravessarmos o túmulo alimentando o ódio e a vingança. Esse estado de alma nos leva à perturbação constante, até que reconheçamos o valor do perdão, aquele que tudo esquece, para dar lugar ao amor.
Livro: Filosofia Espírita – Volume VIII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
389. E a repulsão instintiva que se experimenta por algumas pessoas, donde se origina?
São Espíritos antipáticos que se adivinham e reconhecem, sem se falarem.

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