terça-feira, 22 de setembro de 2015

Faltas – Emmanuel.

É possível que o constrangimento do companheiro tenha surgido do gesto impensado de tua parte.
O gracejo impróprio ou o apontamento inoportuno teria tido efeito de um golpe.
Decerto, não alimentaste a intenção de ferir, mas a desarmonia partiu de bagatela, agigantando-se em conflito de grandes proporções.
De outras vezes, a mente adoece, conturbada.
Teremos ofendido realmente.
A cólera ter-nos-á cegado.
Pretendemos aconselhar e cortamos o coração de quem ouve.
Alegando franqueza, envenenamos a língua.
No pretexto de consolar, ampliamos chagas abertas.
E começa para logo a distância e a aversão.
Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto é cede.
Chispa de fogo gera incêndio.
Leve alfinetada prepara a infecção.
Humildade é caminho.
Entendimento é remédio.
Perdão é profilaxia.
Muitas vezes, loucura e crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.
Não hesites rogar desculpas, nem vaciles apagar-te a favor da concórdia, com aparente desvantagem particular, porquanto, na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos sofredores e vítimas, os verdadeiros culpados somos nós mesmos.
Livro: Caminho Espírita.
Diversos Espíritos / Chico Xavier.

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