domingo, 9 de fevereiro de 2014

Consciência e Responsabilidade – Joanna de Ângelis

A responsabilidade é manifestação evidente da aquisição de consciência.
O ato de pensar, nem sempre faculta a visão correta, necessária à responsabilidade, Esta se alicerça no discernimento dos objetivos da existência terrestre, propelindo o ser às ações enobrecedoras em clima de dignificação.
A responsabilidade faculta o direcionamento dos deveres, elegendo aqueles que são essenciais, em detrimento dos que aparentam benefícios e não passam de suporte para mascarar a ilusão e o gozo.
A criatura responsável discerne o que realizar e como executá-lo.
A tendência para o bem é inata no ser humano, face à sua procedência divina. O entorpecimento carnal, às vezes, bloqueia a faculdade de direcionamento que a consciência proporciona.
A pessoa lúcida, como conseqüência, age com prudência , confiando nos resultados que advirão , sem preocupar-se com o imediatismo, sabendo que a semente de luz sempre se converte em claridade.
A inconsciência em que estagiam muitas criaturas responde pela agressividade e ignorância que nelas predominam.
A responsabilidade, advinda da consciência, promove o ser ao estágio de lucidez, que o leva a aspirar pelas cumeadas da evolução que passa a buscar, com acendrado devotamento.
A consciência da responsabilidade te conduzirá:
- a nunca maldizeres o charco, e sim, a drená-lo.
- a não cultivares problemas, antes, a soluciona-los.
- a não ergueres barreiras que dificultem o progresso, porém, a te tornares ponte que facilite o trânsito.
- a não aguardares o êxito antes do trabalho, pois que, o primeiro somente precede ao último na ordem alfabética dos dicionários.
- a não olhares para baixo, emocionalmente, onde repousam o pó e a lama, entretanto, a fitares o alto onde fulguram os astros.
- a não desistires da luta, perdendo a batalha não travada, todavia, perseverando até o fim, pois que a esperança é a luz que brilha á frente, apontando a trilha da vitória.
- a não falares mal do próximo, considerando as tuas próprias deficiências, ao invés disso, brindar-lhe palavras de estímulo.
- a não te perturbares ante as incompreensões, porém a te sentires vivo, e portanto, vulnerável aos fenômenos do trânsito humano.
- a nunca pretenderes a paz sem os requisitos para cultuá-la no íntimo, não obstante, a irradiares a alegria do bem, que fomenta a harmonia.
A responsabilidade não favorece a autopiedade nem a presunção, a debilidade moral, nem a violência, a volúpia dos desejos vis, nem os gozos entorpecedores.
É criativa e enriquecedora, porque sabe encontrar-se em processo de elevação e de crescimento.
Louis Pasteur, combatido pelos acadêmicos do seu tempo, com responsabilidade, prosseguiu até culminar na descoberta dos micróbios, da profilaxia da raiva, do carbúnculo, e em geral de todas as doenças contagiosas...
Kepler, perseguido, mas, consciente dos mapas celestes, insistiu até apresentar uma admirável teoria do planeta Marte e formular outras leis que passaram a honrar-lhe o nome.
Hansen, com responsabilidade, aprofundou a sonda da pesquisa, até isolar o bacilo da lepra e salvar milhões de vidas.
Copérnico, anatematizado, com responsabilidade, demonstrou o duplo movimento dos planetas sobre si mesmos, e o sistema heliocêntrico, pagando com alto preço a audácia da consciência.
O casal Curie, responsável, entregou-se às experiências fatigantes, que abriram novos horizontes para o conhecimento dos materiais radiativos.
A responsabilidade é degrau de elevação da consciência, que plenifica o homem e a mulher em todas as situações.
Diante desta realidade, Allan Kardec, indagou aos Benfeitores Espirituais, conforme se lê em O Livro dos Espíritos, na questão de número 780) - O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual ?
- Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente. Dependendo, certamente, da consciência de responsabilidade.
Livro: Momentos de Consciência
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco

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