sábado, 15 de fevereiro de 2014

Energia Mediúnica – Miramez.

A mediunidade, em alta função evangélica, faz circular, em torno do medianeiro, uma energia divina, capaz de remover de qualquer pessoa muitas doenças e problemas vários, servindo como lição e despertar em quem recebe o calor da verdade, que sempre liberta.
 A energia mediúnica, quando nascida de um coração bem formado no bem comum, computa outras forças similares e se transforma em magnetismo superior nas mãos dos benfeitores invisíveis, cuja disposição de servir faz com que muitos necessitados recebam o conforto e a paz, predispondo as criaturas à esperança e ao trabalho, avivando, igualmente, o interesse para os segredos da natureza.
 Não estamos colocando o médium como anjo, nem qualificando-o de santo. O médium instruído e educado é apenas um homem que entendeu o chamado da vida para a sua própria felicidade. Ele é um devedor comum, com possibilidades de ressarcir suas velhas dívidas na casa bancária da consciência. A energia mediúnica flui das suas mãos, da mente e da boca, como fonte de vida e, dependendo da vida que leva, com um potencial inesgotável, quando o amor domina o seu coração.
 Querer ser médium é o desejo ardente de muitos. No entanto, passar pelos caminhos que devem ser trilhados por um instrumento sensível ao bem, poucos suportam. Há muitas flores na roseira, mas os espinhos são incontáveis. O descortino da energia mediúnica, com Jesus, transcende a vasta literatura já escrita e ainda o que se possa escrever, por muito tempo.
Comandada por mente adestrada, a mediunidade assegura o bem-estar em todas as suas modalidades e sustenta a esperança em todos aqueles que conhecem e confiam no seu mecanismo. É nesse empenho que trabalhamos, sem esmorecer, no preparo dos médiuns de boa vontade, para que o amor se estenda por toda parte, levando a confiança e a certeza de que a vida continua, consolando os que sofrem e choram, no ambiente da dúvida.
 Médium nenhum está livre do guante da dor, nem dos arrochos dos problemas. Essas duas forças fazem com que eles caminhem para o verdadeiro sentido das suas missões, no ministério da vida. Eis aí a razão das sucessivas devassas na vida dos médiuns em evidência, nunca em busca da verdade, mas sempre à procura da mentira. Como os iguais sempre se atraem, por lei, aqueles que realizam tais devassas começam a identificar fatos, quase sempre distorcendo-os, colocando o medianeiro, mesmo o mais vigilante, como embusteiro.
 O intermediário dos Espíritos, comprovado por muitos anos nas lides do amor, que não vende nem compra, que não fere nem altera a lei da caridade, é um verdadeiro laboratório onde transmutam todos os tipos de fluidos em luz benfeitora, enaltecendo a vida e estimulando corações para uma conduta reta, em todos os aspectos. O médium curador não precisa, em todas as horas em que se dedica às suas faculdades, receber os Espíritos amigos que o auxiIiam nesse trabalho de luz. A sua presença já configura a presença deles, trabalhando nos dois planos, objetivando um só ideal: a harmonia de todas as criaturas. A doutrina dos Espíritos surgiu na face da Terra para disciplinar a mediunidade e, na seqüência, prover uma educação nos moldes dos preceitos de Jesus. Quem não se sujeita às modificações necessárias, pode não se dar bem com a Lei, estabelecida pelo Criador em todas as linhas da Sua Criação.
Cada pessoa pode ser uma fonte de magnetismo animal, de amor ou de discórdia. Quando procura e entende as leis naturais, serve sempre para ajudar, servindo de instrumento onde haja necessidade. Mas, se ignora o bem que pode fazer, cria embaraços para os seus próprios pés. O médium com os dons aflorados, como um terapeuta divino, sentir-se-á dotado de mil meios, providos pela espiritualidade, para a cura mais eficiente das criaturas enfermas.
 Quando um grupo de criaturas afins se reúnem, com os sentimentos puros, no afã de ajudar, o ambiente torna-se qualificado e, havendo um médium curador nesse meio, ele se sentirá fortificado pela fé, que é manifestada em conjunto. A energia mediúnica desprende-se do médium, busca as forças compatíveis nos companheiros e se agiganta para restabelecer os enfermos e equilibrar os pensamentos dos sofredores. Se algum irmão manifestar desconfiança no mediador, ele estorvará as energias sublimadas em ação e isolará a força curativa e a disposição dos auxiliares invisíveis. A pessoa que não tem sintonia com o grupo, no trabalho da caridade, deve se afastar, para não atrapalhar.
 Costumamos falar que o médium, no serviço da fraternidade, quando está rodeado de companheiros que com ele não simpatizam, apaga a luz que surge dos seus sentimentos, já que não existem, no ambiente, combustíveis para a propagação luminosa. É este assunto e muitos outros, de capital importância, que sempre pedimos a todos para estudar com mais profundidade, na vasta literatura espiritualista, porque, se cada um compreender a mecânica das leis, a harmonia se fará mais fácil e a felicidade mais duradoura.
 Limpemo-nos, pois, do ciúme, e apaguemos os melindres do orgulho e da vaidade, se quisermos nos tornar livres, alcançando um estado de consciência tranqüila. A mediunidade é um dom que não altera nem apaga os outros sentidos físicos, mas é uma força poderosa para a educação de todas as nossas qualidades, porque reúne meios para nos fazer compreender e sentir o melhor para a nossa felicidade.
 Todos conhecemos o bem e o mal, e sabemos o que devemos escolher mas, para isso, nos faltam desprendimento e método, que podem nos levar à consciência do equilíbrio e a compreender o tipo de vida que nos cabe viver bem.
 Médium, lembra-te da energia mediúnica que se encontra à tua disposição, e usa-a com critério. Ela é virgem e, sem as bênçãos da razão, obedece cegamente aos teus sentimentos, tomando o caráter das tuas idéias. São sementes vivas e nascedouras, que sempre voltam para as mãos de quem plantou. Confere o que dizemos e faze o que a consciência em Cristo te inspirar. Que Deus te abençoe.
Livro: Segurança Mediúnica.
Miramez / João Nunes Maia.

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