sexta-feira, 8 de maio de 2015

A Verdadeira Afeição – Miramez.

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A verdadeira afeição é totalmente espiritual e cabe ao afeiçoado distinguir o modo pelo qual encontra aqueles que lhe dedicam carinho. Ela se desprende de Espírito para Espírito, tomando a forma de amor, para alimentar os sentimentos de maior expressão no centro da alma.
Os apegos nascem de muitas fontes, dentre as quais muitas são perigosas ao coração.
Existem afeições que têm suas marcas em paixões humanas de outras épocas, que ainda permanecem vivas, tomando o afeiçoado e enchendo-o de prazeres, quando esse se afiniza com as vibrações que os sentimentos imprimem. Existe também o carinho interesseiro, que sempre acaba, quando passa o interesse. Ele é transitório, como muitos outros que se pode deduzir.
As reminiscências das paixões humanas podem inspirar sintonia com a violência e podem causar distúrbios entre as pessoas, sendo quase sempre prejudiciais a outros do mesmo caminho.
Deves palmilhar a vida com alinho em tudo o que fazes e pensas, pelo menos te esforçares para tal desempenho, porque é trabalhando nesse sentido de aperfeiçoamento que alcançamos a liberdade espiritual. Convém a todos nós, encarnados e desencarnados, não deixarmos de nos esforçar todos os dias como bons combatentes e nunca abandonar nosso posto de vigilância e de oração. Todos os que se encontram nos planos resplandecentes da espiritualidade passaram por onde estamos e sabem nos tolerar, bem como ajudar-nos na longa e porfiada tarefa de melhorar.
Diz “O Livro dos Espíritos” que a verdadeira afeição nada tem de carnal, sendo ela amor puro que vibra na pureza do coração. Para atingir essa perfeição de sentimentos, porém, devemos passar antes por caminhos inúmeros que não há necessidade de enumerar. O Espírito, tornamos a dizer, é perfeito, por ter saído da Vontade Perfeita, todavia, todas as qualidades angelicais dormem na sua intimidade, esperando as mãos do tempo, em obediência a determinado espaço, para despertá-las. O Anjo é um Espírito despertado, por já ter trilhado os longos caminhos, que podemos chamar de calvários, edificando a própria vida, em se ajustando à vida de Deus.
Pelo que se nota, a evolução parte de muitos pontos dos sentimentos, mas converge para somente um: o amor que a tudo reúne como expressão de Deus. Não percas a oportunidade que te está sendo dada, de anunciares o que estás conhecendo, e viveres o que já sabes do Evangelho. Estamos todos a caminho da felicidade, e uma parte dela é conquistada pelos nossos esforços, juntamente com os que nos cercam, e a maior parte pertencendo a Deus.
Jesus é o nosso guia, que nos mostra tudo para que possamos mover-nos na auto-educação espiritual, livrando-nos das paixões humanas e assegurando-nos as afeições espirituais que enriquecem o coração em Cristo e tranqüilizam a consciência em Deus.
Quem já experimentou a amizade sincera sabe o quanto vale um amigo.
Quem já experimentou a afeição pura sabe o quanto vale o amor.
A família foi-nos dada para enriquecer nossas afeições, despertar o amor por aqueles que convivem conosco, sem esquecer a humanidade. Jesus dizia que deveríamos amar ao próximo como a nós mesmos, e o próximo não é somente o que está junto a nós. Haveremos de entender que ninguém se encontra longe um do outro; todos estamos juntos, na grandeza de Deus. Se Deus é amor, Ele é, também, afeição.
Livro: Filosofia Espírita – Volume X
João Nunes Maia – Mirame
Estudando o Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
485. É exclusivamente moral a afeição que os Espíritos votam a certas pessoas?
A verdadeira afeição nada tem de carnal; mas, quando um Espírito se apega a uma pessoa, nem sempre o faz só por afeição. À estima que essa pessoa lhe inspira pode agregar-se das paixões humanas.

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