terça-feira, 5 de novembro de 2013

DO MEU PORTO / Albérico Lobo.


Ao caro amigo M. Quintão 

Viajor vacilante e extenuado,
Depois de atravessar a sombra imensa,
Encontrei o país abençoado
Onde vive a celeste recompensa. 

Adeus mágoas da noite estranha e densa,
Das angústias e sonhos do passado,
Não conservo senão o Amor e a Crença,
Ante o novo caminho ilimitado.

É doce descansar após a lida,
Banhar o coração na luz da vida, 
Rememorando as dores que passaram...

E dos quadros risonhos do meu porto,
Rogo a Jesus conceda reconforto 
Aos corações amados que ficaram! 

ALBÉRICO LOBO
NASCIDO na cidade do Rio de Janeiro em 1865 e desencarnado em fevereiro de 1942. Funcionário público, colaborou ativamente na imprensa e deixou  opulenta obra esparsa, em prosa e em verso. 
Livro: Parnaso de Além Túmulo.
Diversos Espíritos / Chico Xavier.

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