quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PROVAS IRRECUSÁVEIS - MIRAMEZ

0152/LE
As maiores provas da individualidade da alma são as comunicações dos Espíritos que viveram na Terra, generalizadas em todo o mundo, desde o homem primitivo às altas civilizações do planeta. Não existe uma família sequer que não tenha um fenômeno a contar, sobre visão ou dos sinais dos seus amigos ou familiares que já passaram para o outro lado da vida, que voltaram para comprovar que eles não morreram com o corpo.
A reencarnação é outra prova de que a alma continua viva depois do túmulo. Depois, poderemos passar para a análise das coisas, das leis que nos regem e da Inteligência Suprema, que não iria preparar uma vida, qual seja a do homem, para breves momentos desta mesma vida, pois, se Ele vive eternamente e se somos Seus filhos, temos direito a essa vida eterna.
As provas irrecusáveis e mais evidentes vibram dentro de cada criatura segredando na sensibilidade de suas consciências que a vida continua em todas as direções, e essa é a maior alegria do Espírito, em saber que o túmulo não é o fim. Na Terra, muito se tem escrito sobre esse assunto tão esperado pelos homens, mas, a Doutrina Espírita rasgou o véu, anunciando com mais clareza, pelos fatos, que a alma, além de conservar, depois da morte do corpo, a sua individualidade, esta se acentua cada vez mais, na medida em que crescem os talentos espirituais.
Compete a cada um trabalhar nessas descobertas de si mesmo, estudar e meditar sobre esse transcendental assunto, e não se esquecer de orar, pedindo a Deus para nos ajudar a crer nas verdades estabelecidas por Ele mesmo, o que tanto nos conforta e nos anima.
As provas da existência da alma podemos encontrar em todos os fenômenos da natureza humana e divina, mas, a verdadeira prova somente encontramos no mundo interno das nossas consciências, e essas experiências são individuais. O maior professor, nesse caso, é o tempo, que funciona sob as bênçãos do Todo Poderoso. Quem já encontrou na oração certo consolo, quem ora com a fé que a prece desperta no coração, sente a existência dos Espíritos agentes de Deus que velam por todas as criaturas do Senhor. A razão, por vezes, nos dá notícias de que a alma sobrevive à chamada da morte, mas, somente a intuição nos livra de todas as dúvidas. As provas irrecusáveis são sentidas e não aceitas por argumentos. Esses, às vezes, nos levam às sensibilidades maiores.
Procuremos conhecer as vidas dos conhecidos como santos ou místicos, que logo entenderemos por que vivemos bem como a contínua comunicação que eles mantiveram com o mundo espiritual. A própria ciência, com o tempo, é que irá propagar a existência da alma.
Ela se encontra a caminho das verdades espirituais, verdades essas que todas as religiões vêm propagando há milênios. O Espiritismo desfraldou a bandeira da imortalidade, com provas das mais lúcidas. Ele vem ajudar as outras religiões a sustentar que a vida continua, com mais amplitude de consciência.
Livro: Filosofia Espírita – Vol III
Miramez / Joao Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
A alma após a morte
152. Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte?
Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis? Se não fôsseis cegos, veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma voz vos fala, reveladora da existência de um ser que está fora de vós.
A.K.: Os que pensam que, pela morte, a alma reingressa no todo universal estão em erro, se supõem que, semelhante à gota d’água que cai no Oceano, ela perde ali a sua individualidade. Estão certos, se por todo universal entendem o conjunto dos seres incorpóreos, conjunto de que cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas se confundissem num amálgama só teriam as qualidades do conjunto, nada as distinguiria uma das outras. Careceriam de inteligência e de qualidades pessoais quando, ao contrário, em todas as comunicações, denotam ter consciência do seu eu e vontade própria. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a conseqüência mesma de constituírem individualidades diversas. Se, após a morte, só houvesse o que se chama o grande Todo, a absorver todas as individualidades, esse Todo seria uniforme e, então, as comunicações que se recebessem do mundo invisível seriam idênticas. Desde que, porém, lá se nos deparam seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados; que lá os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e ponderados, etc., patente se faz que eles são seres distintos. A individualidade ainda mais evidente se torna, quando esses seres provam a sua identidade por indicações incontestáveis particularidades individuais verificáveis, referentes às suas vidas terrestres, Também não pode ser posta em dúvida, quando se fazem visíveis nas aparições. A individualidade da alma nos era ensinada em teoria, como artigo de fé. O Espiritismo a torna manifesta e, de certo modo, material.

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