quarta-feira, 23 de abril de 2014

O SOLDADO E O GENERAL - Miramez

0277/LE
O general de qualidades morais inatacáveis, ao encontrar com seus soldados no mundo espiritual, pode continuar a orientá-los, para a verdadeira guerra, que se trava no campo de batalha interno. Como no caso de Napoleão Bonaparte, Espírito de alta esfera, que no mundo espiritual continua a comandar os que queiram seguir seus conselhos na guerra consigo mesmo. Os inimigos combatidos por ele no plano que habita são os inimigos internos, muito piores que aqueles que pensamos ter nas lutas que travamos na Terra.
Por outro lado, o general de instintos inferiores, que tem prazer em massacrar os prisioneiros, que se compraz em matar seus irmãos em lutas, que usurpa os bens dos derrotados, que não olha as conseqüências das guerras, sem procurar amenizar os distúrbios entre as famílias dos falecidos nas batalhas, esse, em muitas ocasiões, ao passar para o mundo dos Espíritos, pode estar bem abaixo dos seus comandados e precisar deles para o guiarem, devido a sua cegueira no plano espiritual. É, pois, rebaixado a soldado, ainda mais, de péssima categoria, porque o seu orgulho o impede de receber melhores socorros.
O título nada vale quando não é bem compreendido; o que vigora é a força moral, emblema divino que brilha como o sol no centro d'alma. As posições são efêmeras, somente para marcar um ponto na disciplina do que obedece, e servem para ele de educação, correspondendo à obediência. Quem obedece ganha muito, se sabe obedecer.
Há muitos meios de se comandar sem desprezar o valor humano, e as forças armadas têm muitos exemplos de grandes comandantes que conheciam o momento da energia e a hora da ponderação, e mesmo da amizade. O mundo está mudando, mesmo sem que certos homens percebam. A natureza é paciente, mas, não pára, e está sempre aperfeiçoando os métodos de educação juntamente com o saber.
Quando os homens notarem esse milagre do progresso moral, podem ajudar na sua aceleração, de modo que os beneficiados serão eles mesmos em todas as faixas de vida.
Todos somos soldados de Deus; general, somente Cristo o é, e Ele busca constantemente em Deus todo o Seu saber e força para nos comandar.
O orgulho de vestir uma roupa diferente e ter estagiado em escolas melhores não nos leva a nada, quando o coração esquece a caridade e o amor. Todos somos iguais aos olhos do nosso Pai.
Os diferentes planos nos quais nos posicionamos, não nos conferem vaidade nem prepotência e, sim, mais amor; aquele que mais amar, mostrará que é superior aos que desconhecem a verdade.
Devemos ser generais de nós mesmos, lutando contra as nossas inferioridades, porque quando deixamos as batalhas exteriores, começamos as de dentro, que são bem mais difíceis de serem vencidas. As armas que usamos conosco mesmos devem ser a disciplina dos nossos impulsos, a correção das nossas faltas e, para com os outros, usemos o amor e a benevolência, a caridade e o perdão. Quando todos conhecerem essa tática sideral de iluminação, o mundo e a humanidade se confundirão nas claridades de Deus, que usa sempre o Cristo para nos dizer: Levantai e andai!
Livro: Filosofia Espírita.
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
277. O soldado que depois da batalha se encontra com o seu general, no mundo dos Espíritos, ainda o tem por seu superior?
O título nada vale, a superioridade real é que tem valor. 

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