sexta-feira, 20 de março de 2015

Lupo kaj Ŝafido – Ezopo. / O Lobo e o Cordeiro – Esopo.

Lupo kaj Ŝafido – Ezopo.
Ŝafido trinkis ĉe riverbordo. Vidinte lin, lupo volis trovi ŝajn-justan pretekston por manĝi lin. Do la lupo kuris al la supra parto de la rivero, kaj feroce diris, ke la ŝafido malpurigas la akvon, tiel ke li ne povas trinki klaran akvon. La ŝafido respondis, ke li nur trinkas ĉe la riverbordo de la malsupra parto, kaj neeble malpurigas la akvon. Vidinte, ke tio ne efikas, la lupo aldonis, "Lastjare, vi blasfemis mian patron."
La ŝafido respondis, ke li ankoraŭ ne naskiĝis tiam. La lupo diris al li, "Malgraŭ viaj senkulpigoj, mi neniel lasu vin."
"Vane estas sin senkulpigi per justaj argumentoj antaŭ malbonuloj."
O Lobo e o Cordeiro – Esopo.
Estava um Lobo a beber água num ribeiro, quando avistou um Cordeiro que também bebia da mesma água, um pouco mais abaixo. Mal viu o Cordeiro, o Lobo foi ter com ele de má cara, arreganhando os dentes.
— Como tens a ousadia de turvar a água onde eu estou a beber?
Respondeu o cordeiro humildemente:
— Eu estou a beber mais abaixo, por isso não te posso turvar a água.
— Ainda respondes, insolente! — retorquiu o lobo ainda mais colérico. — Já há seis meses o teu pai me fez o mesmo.
Respondeu o Cordeiro:
— Nesse tempo, Senhor, ainda eu não era nascido, não tenho culpa.
— Sim, tens — replicou o Lobo —, que estragaste todo o pasto do meu campo.
— Mas isso não pode ser — disse o Cordeiro —, porque ainda não tenho dentes.
O Lobo, sem mais uma palavra, saltou sobre ele e logo o degolou e comeu.
***
Moral da história
Claramente se mostra nesta Fábula que nenhuma justiça nem razões valem ao inocente para o livrarem das mãos de um inimigo poderoso e desalmado.

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