sexta-feira, 27 de março de 2015

Mocidade e Ambiente – Martins Peralva.

“Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” – Paulo / 2 Timóteo 2:22.
O conselho de Paulo a Timóteo entende, francamente, com o  problema da reforma interior, que não é fácil de realizar.
Requer luta, estudo, meditação, perseverança. As imperfeições e tendências para o mal são inerentes à própria condição de inferioridade do planeta, o qual constitui, nesta etapa do nosso  processo  evolutivo, o habitat temporário da psique.
Nele vicejam, vigorosamente, os sentimentos anti­evangélicos.
As sementes do mal encontram, na esfera terrena, a gleba propícia para desabrocharem. Mesmo as almas já dotadas de certos conhecimentos intelectuais e qualidades nobres, ao  reencarnarem na Terra, sofrem as influências­ambientes, sem que isso constitua, como talvez possa parecer, um retrocesso, uma regressão.
Inúmeras vezes o próprio Paulo de Tarso confessava, amargurado: “O bem que eu quero, não faço; o mal que não quero, esse é que faço.” (Paulo / Romanos, 7:19).  A força do mal é tão insinuante que um pequeno descuido, no  desenvolvimento e na ampliação das virtudes, poderá precipitar­nos temporariamente no báratro das condenações psíquicas, retardando, assim, a marcha progressiva do nosso Espírito.
Na melhor das hipóteses, produzirá um estacionamento tão inconveniente e prejudicial como, para o estudante, a repetição do ano letivo, perdido na embriaguez das futilidades e dos prazeres que não constroem.
Os moços, principalmente, dada a natureza incipiente, maleável, das funções intelectivas, na fase do desenvolvimento fisiológico, apresentam um estado de maior e melhor vulnerabilidade às coisas boas ou más, elevadas ou deprimentes.
Claro que temos de combater um grande e terrível inimigo, representado  pelas nossas imperfeições. Para os jovens espíritas, contudo, a tarefa se torna menos árdua.
A Doutrina, por sua argumentação lógica, racional e concludente, alicerçada na tese reencarnacionista, tem o sublime privilégio de esclarecer e iluminar, instruir e confortar.
Tem o moço espírita uma seara inesgotável de ensinamentos e experiências capazes de assegurarem o bom êxito, no esforço evolutivo, quando houver perseverança e tenacidade.
No campo do Espiritismo, apesar de todas as influências negativas do mundo exterior e de sua própria alma, o jovem encontrará os elementos de que necessita para o seu progresso moral e cultural. Há livros admiráveis a compulsar.
Enfermos a visitar.
Desalentados a reerguer.
A noção de responsabilidade, suscitada pelo conhecimento doutrinário, impõe­nos um esforço maior no sentido da nossa melhoria.
A certeza da preexistência do Espírito, com o ativo e passivo que lhe são  peculiares, aponta, define, revela obrigações e responsabilidades.
A convicção inabalável da vida futura induz­nos, por seu turno, à valorização do talento­ tempo.
O conhecimento da lei das reencarnações sucessivas, cientificamente comprovada pelo Espiritismo, determina, à juventude, grandes responsabilidades.
Leva­a, tacitamente, a lutar com denodo pelo aperfeiçoamento individual, resultando daí, naturalmente, o passo inicial, decisivo, para a iluminação interna.
A mais nobre tarefa do jovem espírita é a de influenciar sobre o ambiente em que vive. Exemplificar o bem, para que o bem se expanda, se afirme, triunfe.
Essa a tarefa atribuída aos jovens espíritas, aos jovens cristãos, especialmente agora, quando a mentalidade juvenil se defronta com uma sociedade materializada, cujos princípios ameaçam extinguir os sentimentos nobres do coração, em cujo santuário deverá ser erguido o  maravilhoso edifício da Fraternidade Humana.
Livro: Estudando O Evangelho.
Martins Peralva.

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