segunda-feira, 30 de março de 2015

SERÁ FRAQUEZA? – Miramez.

0498/LE
A pergunta de número 498 pode parecer muito infantil, no entender dos estudantes mais velhos da Doutrina dos Espíritos, no entanto, sabemos que ela se fundamenta na dúvida de certas pessoas que temem o mal, mesmo na sua expressão frágil e temporária.
A luz nunca teme as trevas; essas é que são escorraçadas pela luz, quando conveniente. O Espírito angélico tem a seu favor a tranqüilidade da consciência imperturbável, e se é imperturbável, ela nada teme. O protetor procura por todos os meios livrar o seu tutelado das artimanhas dos Espíritos inferiores; quando não consegue, por este estar ligado a eles por lei de afinidade, permite o Espírito protetor que seu tutelado fique envolvido, como lição, que no amanhã será valiosa, como prova.
Quando nos ligamos a certas coisas, estamos pedindo para isso, e nos é concedido como experiência, por vezes notável, que vem nos ajudar a conhecer a verdade pela dor, tanto do obsediado como do obsessor. Todos dois ganham na luta das trevas para se fazer a luz.
O anjo-guardião não violenta a consciência do protegido; ele expõe suas idéias de luz para quem se encontra nas trevas. Quando aceitas, ele redobra seu serviço na compreensão dos mais profundos conceitos de Jesus; quando não, silencia, esperando oportunidades para continuar seu trabalho em serviço de libertação do seu protegido, o que sempre alcança, mais cedo ou mais tarde.
Todos os Espíritos foram criados iguais, sendo assim, têm ânsia de luz, por terem vindo dela. Mesmo que no princípio a recusem, a ignorância não perdura; ela é breve, aparecendo no seu lugar a necessidade de melhorar moralmente, como fizeram os que ocupam hoje os lugares angélicos fazendo-se guias dos que se encontram na retaguarda.
Os guias espirituais, se quisessem, lutariam com os Espíritos ignorantes e venceriam com facilidade, expulsando-os do convívio do seu tutelado, no entanto, o seu protegido chama-los-ia de novo pelo seu proceder. Necessário se faz que o protegido queira melhorar, para receber dos seus benfeitores a assistência completa, de sorte a ser protegido por eles.
Do contrário, ficará em trevas como os malfeitores até acordar, ou acordarem, todos, perseguido e perseguidores, para o rebanho de Jesus.
O Mestre, em Seu Evangelho, não arranca os defeitos dos Seus discípulos; apenas os ensina a cultivar as virtudes, porque o erro é ilusório no campo da imortalidade do bem. O amor é um sol, e seus raios são a fraternidade que se divide para depois formar um todo de luz, na garantia de quem a conquistou no coração.
A luz não teme as trevas, como já falamos. Ela é, na sua expressão, o próprio Cristo em Seu vigor que nunca falha, que saiu a semear as sementes do amor, que não deixam de nascer no terreno da consciência. O fato de o anjo da guarda não opor resistência, não é sinônimo de medo. Ele fica aguardando melhores resultados para os Espíritos que ainda dormem na inconsciência dos valores imortais da alma.
Abracemos a luz, que ela é Deus a nos dizer: “- Todos sois meus filhos. Nenhum se perderá, pois existe um Pastor que vos vigia em meu nome: Jesus”.
Livro: Filosofia Espírita – Volume X
Miramez / João Nunes Maia
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
498. Será por não poder lutar contra Espíritos maléficos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?
Não é porque não possa, mas porque não quer. E não quer, porque das provas sai o seu protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos, dando-os por meio dos bons pensamentos que lhe inspira, porém que quase nunca são atendidos. A fraqueza, o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes resistência.

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